quarta-feira, 16 de março de 2011

Aquele sobre o queijo mineiro... ops... assassino...

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Recebi um e-mail com esse texto, infelizmente sem mencionar a autoria, e achei super hiper mega relevante citá-lo aqui no blog... uma pena não constar o autor ou autora... se alguém descobrir quem escreveu, pode por favor me contar pra eu editar devidamente o post?
Eu sou mineira... triangulina, na verdade... e como boa triangulina sou do tipo que preserva os costumes, as tradições... enfim... tão complicado... o queijo mineiro nunca precisou ficar à vácuo, sempre ficou exposto e ninguém nunca morreu no Triângulo Mineiro, por consumir queijo (inclusive, na roça, enquanto cura, fica cheio de mosquito em volta kkkk.... ai eu amo minhas minas gerais e seus queijos assassinos)...
Bjs

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O QUEIJO ASSASSINO
  
Na Terça, 22 de Fevereiro, em Uberaba houve uma “operação de guerra” na qual policiais militares devidamente armados, Procon estadual e vigilância sanitária derrotaram um bando de queijos. Os facínoras estavam expostos em bancas do comércio, principalmente no Mercado Municipal, ameaçando os clientes pois estavam despidos de uma embalagem à vácuo e pior, sequer portavam sua tabela de informações nutricionais.

A comunidade pode ficar tranquila, os heróis que defendem nossas vidas dos ataques desses queijos de péssima índole venceram, quase uma tonelada foi apreendida e destruída pois era “imprópria para o consumo”.

Que bom que em meio a tantos estupros, arrombamentos, roubos de cargas, tráfico de drogas, sequestros e latrocínios ainda exista gente para nos proteger dos laticínios.

Ora autoridades, tenham um mínimo de bom senso, a fabricação e consumo de queijos é um costume milenar no mundo e multi secular em Minas. O nome diz, queijo mineiro, feito de leite de vaca, usando coalho que por sí só já é um agente biológico que o azeda.

Essa tradição, mais que centenária, nunca matou ninguém, meu trisavô já vendia queijos “marginais” em Dores do Indaiá e nunca foi tratado como bandido, ou será que devemos nos arrepender por todas as fatias que já engolimos, às vezes com goiabada caseira (também despida).
 O queijo mineiro, principalmente da Serra da Canastra é apreciado como uma iguaria, porém se for levado à geladeira altera seu sabor original, como querem esses “soldados” que doam suas vidas, se preciso for, para nos livrar desse “venenoso alimento”.
  
Parece que o Procon não sabe, mas costumamos, “até mediante torturas físicas”, deixar os queijos expostos ao ambiente para que eles fiquem curados.
O IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), casa de burocratas, impõe que ele seja embalado à vácuo e que traga na embalagem informações nutricionais.
 
A continuar nesse pique o pão francês será o próximo, imagine um pãozinho embalado individualmente, com uma tabelinha de nutrientes e data de validade para sabermos se ele está quente do forno ou não.
 
Tratam-nos como se fossemos ignorantes e sequer soubéssemos escolher uma fruta, um doce ou um pé de alface, deixem disso, temos mais o que fazer.


Estão extinguindo as chances de sobrevivência do pequeno produtor rural, aquele mesmo que por falta de opção vai ser um João Ninguém na cidade onde seus filhos poderão exercer atividades menos regulamentadas como o tráfico.

O excesso de normas inviabiliza os pequenos negócios em detrimento de grandes laticínios e hipermercados, portanto gera desemprego e tensão social.

Fica, para as autoridades, um questionamento do povo:

Se prendem os queijos, porque não prendem os ratos?

6 comentários:

  1. Que doido!!!
    Tem coisas que não fazem o menor sentido!
    Adorei o texto!

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  2. nossa!!!! pra mim isso é total falta do que fazer...afff

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  3. Guria eu ri tanto com este teu e-mail! Valeu. Seria comico se não fosse serio.
    Beijocas

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  4. Infelizmente como pessoas desinformadas tratam de assuntos tão sérios com tamanho descaso e falta de conhecimento de causa.
    O queijo mineiro precisa sim ser defendido e o Estado de Minas Gerais está tomando as devidas providências, como o aumento da abrangencia da lei do queijo para todo o estado e também a criação de uma lei sanitária específica para a Agricultura Familiar, menos burocratica e onerosa ao produtor, mas sem deixar de lado a segurança alimentar e a inocuidade dos alimentos.
    Este tipo de texto não informa o consumidor da forma correta, pois existem casos sim de intoxicações com queijo e outros produtos lácteos contaminados, exmplo é o caso de Nova Serrana-MG. Por último, vale a pena ressaltar que em nenhum momento a legislação do estado obriga que o queijo deve ser emabalado à vácuo.

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  5. Oi Gilson, que pena que vc não deixou perfil ou email pra contao pra eu poder lhe responder... se um dia vc voltar, poderá ler essa resposta...
    não discordo totalmente de vc, mas daí a descaracterizar o queijo mineiro pq é um produto artesanal, há uma distância...
    Na minha opinião os interesses são comerciais... é como se disse na assembléia pública realizada em uberaba sobre o tema...
    o queijo mineiro artesanal qndo implica na relação entre produtor, pqno comerciante e consumidor, custa 7 reais o kilo... qndo entra o estado no meio dessa relação, o queijo passa a custar 10 reais... e pra onde vão os 3 reais... pro pqno produtor??? pro peqno comerciante??? sinceramente duvido...
    se não há nada na lei que obrigue o embalo à vácuo, é preciso então que haja um esclarecimento a respeito, pois essa foi praticamente toda a pauta da última assembléia pública sobre o assunto!
    respeito sua opinião, mas chamar essa coisa toda de insegurança alimentar, na minha opinião é um temendo exagero!
    P.S. não ficou comprovado por laudo médico que a razão da intoxicação alimentar que vc citou foi o queijo mineiro... pois na mesma data que aconteceu esse consumo, ocorreram também o consumo de vários outros alimentos, naturais e industrializados!
    Obrigada pela visita e por expor seu ponto de vista

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