quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aquele com: Dá pra ler ou tá difícil? - Beber, Jogar, F@#er

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O livro que escolhi pra ler no bimestre foi "Beber, Jogar F@#er", de Andrew Gottlieb... na verdade eu tinha começado a ler esse livro no início de 2010 e parei na metade... tentei retomar a leitura, mas não consegui retomar as lembranças... eis que recomecei... 




Sinopse de orelha:

"Em "Beber, jogar, f#@er", Bob Sullivan, traído e abandonado por sua mulher, parte em uma jornada em busca da felicidade - e da liberdade. Desiludido, Sullivan nos convida a acompanhá-lo em farras homéricas e algumas confusões com que todo homem sempre sonhou: encher a cara na Irlanda, apostar até as calças em Las Vegas, e dar asas a seus desejos proibidos na Tailândia. A única regra é não ter regras".




Minha opinião sobre:

Beber, Jogar, F@#er é, na minha opinião o tipo de livro que diverte, relaxa e dá uma sensação de bem estar... daí, sobre o que achei da leitura, tenho que ser... meio... do tipo... curta e grossa... EU AMEI!!!

A narrativa é do tipo inteligente, com suaves pitadas de humor, ironia e sarcasmo... além disso o livro é daqueles abarrotados de referências, que de três uma: a) você conhece, daí ri e segue a leitura; b) você não conhece, pesquisa a respeito, entende, daí ri e segue a leitura, ou; c) você não conhece, finge que entende, daí solta um risinho forçado de canto de boca, engana a si mesmo e segue a leitura... se você é do tipo "c", sinceramente, não sei porque perde tempo lendo livros com referências bacanas... mas aí o problema é seu!

Eu simplesmente amo livros assim...

Ao contrário do que "ouvi" por aí, não achei que a obra é uma versão masculina de "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert... apesar de algumas informações levarem a pensar isso... na minha opinião tá mais pra uma super mega ultra sátira da auto-ajuda melodramática da Elizabeth, do que pra uma resposta que talvez seu ex-marido pudesse ter lhe dado após a facada do divórcio inesperado... se é sátira, ou suposta resposta, só o leitor pode saber à partir de suas interpretações... fico com a sátira, até porque, Elizabeth narra sobre si, enquanto Andrew escreveu um romance (personagens fictícios, etc... etc... etc...)... E se Andrew quis remeter à idéia de suposta resposta, fez isso com tanto sarcasmo que me faz continuar com a alternativa "sátira"...

Beber, jogar, f@#er tem um ponto negativo, na minha opinião: o melhor capítulo é o primeiro... isso faz com que você vá perdendo um pouco a empolgação do segundo capítulo pra frente... de fato, a bebedeira na Irlanda remeteu à uma narrativa mais interessante e sem forçar a barra... é lá que ele experimenta todo tipo de bebida alcóolica possível, frequenta um tantão de bares inusitados e faz um monte de companheiros fanfarrões... e ele não será considerado um viciado por isso... não na Irlanda... ahhhh... nos bares de lá,  pra minha total surpresa, não acontece de ele tomar um porre de U2 (choquei!!!)...

Não que a jogatina em Vegas e a aventura sexual na Tailândia tenham sido ruins (na verdade a aventura sexual na Tailândia te faz pensar em tudo menos em sexo... meio fraquinho o terceiro capítulo... ainda assim, seria forçar dizer que é ruim de ler... esqueça a idéia de um capítulo pornográfico e com descrições precisas de práticas sexuais em todas as posições do kama sutra... se é isso que tá procurando... vai ler o kama sutra)... mas nem se compara com a bebedeira na Irlanda... #Fato!

A aventura em Vegas, dá um gostinho de  vida irresponsável quase total e quase plena que a gente de vez em quando tem vontade, mas não dinheiro suficiente, de viver, quando em situações frustrantes da vida... dá pra rir, dá pra relaxar e dá pra conhecer um pouquinho sobre jogos de azar... o que não vai fazer muita diferença na sua vida se você não morar em Vegas ou em suas mediações... mas isso nem faz diferença :P... Bacana nesse capítulo são as menções críticas aos livros de auto-ajudo... #RiChocolateQuenteComCanela...

O livro força um pouquinho a barra no final, mas nada que tenha me feito arrepender da leitura... de verdade... curti mesmo a narrativa do livro! Recomendo fácil!

Se quiser conferir uma opinião contrária à minha, achei essa do blog Palavras Oportunas muito bem fundamentada... concordo com o blogueiro quando ele caracteriza o livro como "extremamente superficial"... de fato é... então se você busca leituras do tipo profundas, que remetem à reflexões quase esquizos, pula fora... BJF de fato não é o livro que você procura... ele não vai mudar sua vida quando você terminar de ler a última página... vai sim, te fazer dar boas risadas e pode até ajudar a levar algumas situações do dia-a-dia numa boa e sem stress... mais nada além disso...

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Próximo bimestre (março/abril):
O Clube do Filme de  David Gilmour

Um comentário:

  1. Ai amiga adoro o jeito como você escreve! Adorei saber sua opinião sobre o livro mas também gostei do fato de você apontar alguém que deu uma opinião contrária, legal saber duas versões sobre o mesmo livro!

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