sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aquele com o meu "vermelho vadia"

+
Amo esmaltes vermelhos... isso não é novidade... já experimentei vários e perdi até a conta... mas dessa vez, meio que sem querer, usei o vermelho perfeito... sabe quando você passa um esmalte e pensa: "esse nasceu pra mim!"? Pois foi como eu me senti ao usar o "Boneca de Luxo" da coleção "Muito Luxo" Impala... Achei ele assim um vermelho bem vadia... bem lado "B" (ou "A", aí depende de cada uma kkkk)... bem "sou menos do que o que você tem e mais do que o que você quer"... esse ganhei da @Ivana_ScrapFun e já vou atrás dele nas prateleiras da cidade, porque já tenho a certeza de que será impossível viver sem!
*

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Aquele do dia em que eu não fiz biquinho pra TV local

*
Daí que ispía a história... Minha miguxa @carlasantosnet me indicou pra participar de uma matéria sobre batom... me ligaram no trabalho pra fazer o convite e é "lóoooooogeco" que eu aceitei porque tenho meu lado Narcisa (é o Narciso, só que de calcinha, salto alto, batom e beicinho) e adooooooooro papo mulherzinha... Nem tenho assim tantos batons... uns 20... mas quando falei essa quantidade pra Alliny (a dotosinha que me ligou fazendo o convite... @Dependy ) ela soltou um "noooossa, 20 batons?"... então passei a achar que 20 era muito... até então nunca me passou pela cabeça que eu tivesse muitos batons... (quando cheguei em casa contei e na verdade tenho quase 40 batons... imagina agora o tamanhão que não seria o "noooooooooooooooooooossa" da Alliny se ela lesse isso)...
Entonces que marquei com ela na sexta-feira (20/08) meio dia... eu tive consulta de manhã... e assim que saí do atendimento corri pra casa, pra ajeitá a peruca, me emperequetá de batom e passá "prefume" porque mineira que é triangulina não aparece na TV local sem "prefume" e eu sou mineira triangulina...
Tô eu arrumadinha... dá dez para o meio dia e nada... dá meio dia e nada... dá meio dia e quinze e nada... e nisso eu já tinha fumado quase minha tabacaria particular inteira... Fui lá pra fora porque sou ansiosa e também porque o tapa na peruca já estava vencendo e a vassoura que naturalmente reina sobre meu coro cabeludo já ameaçava ressurgir... ou seja, eu já estava com aquela preocupação da Fiona quando o sol começava a se por ou da Cinderela quando o relógio do baile avisou que já era quase meia-noite... Sem contar que TV engorda a gente... eu já sou gordinha (de inha mesmo, porque não é nada além de 9 kilos acima do peso), e por isso coloquei aquela minha cinta pós parto super mega ultra power apertada, com abertura no gancho, que naquele momento já apertara tanto a bacurinha à ponto de me fazer ver estrelas (de dor e não daquelas boas onde a Ivete Sangalo andava com um ex grande amor... "só quero te lembrar de quando a gente andava nas estrelas"...)...
Eis que cansei de ficar no portão e vi que no twitter a Alliny pedia meu telefone... consegui achar o dela, liguei e advinhem??? Não conseguiram achar o meu cafofo (cafofo = casa em mineirês) e a moça que faria a matéria não poderia voltar no mesmo dia, porque já estava empenhada em outra matéria... e daí que choreeeeeeeeeeei... choreeeeeeeeeei... choreeeeeeeeeei... porque meu momento Narcisa havia sido estragado, destruído e humilhado pela minha deplorável condição econômica que faz com que eu tenha que morar no fim do mundo porque não posso pagar mais do que já pago de aluguel... e daí que eu sorriiiiiiiiiii... sorriiiiiiiiiiiii... sorriiiiiiiiiiii porque finalmente pude tirar a filha de égua da minha cinta pós parto e minha bacurinha pôde voltar a respirar aliviada (a essa altura a bichinha estava tão anestesiada que eu começara a duvidar da sua existência... achei que ela tinha se desintegrado por entre minhas pernas)... mas depois da bacurinha aliviada eu chorei de novo porque queria fazer biquinho na TV local... ia até aproveitar a deixinha pra mandar currículo pro BBB 11 (mentira, porque eu odeio BBB... mas eu queria fazer biquinho na TV local assim mesmo)... e chorei mais porque fiquei a manhã inteira ensaiando o biquinho pra fazer... ispía a pose da Narcisa ensaiando biquinho...
*

*
Ensaiei tanto biquinho que agora minha beiça ficou travada nessa posição e eu tô falando com boca de peixinho...
Daí que a Alliny falou que depois me liga pra marcar outro dia, mas eu acho que ela desistiu de mim e nem vai ligar mais... Entonces, penso que furou a matéria sobre meus quase quarenta batons (considerando os "gross" e as amostra grátis, porque sou pobre e aproveito as amostra grátis tudo)...
*

*
Bem verdade que eu queria mesmo era mostrar meus mais de 100 esmaltcheeeenhos...
*

*
mas já estava muito feliz e narcisa em mostrar os batons mesmo... não rolou e ao invés de biquinho eu fiz beicinho...
Vou te contar viu... pobre não dá sorte nem pra falar sobre batons na TV local, porque daí que tem que morar mal e ninguém acha o cafofo... #sofro
Só acontece comigo!

domingo, 8 de agosto de 2010

Aquele sobre eumeamismo

*
Não sei o que vem acontecendo com a humanidade... mas esse processo de eumeamização presente nos indivíduos (não consigo me lembrar quando começou, mas é fácil perceber como se alastra que nem praga ou erva daninha), de uma forma muito sutil e particular, está afastando as pessoas do que elas realmente são... consequentemente impede que os outros vejam isso... ou seja, faz a pessoa se afastar do seu verdadeiro eu e ao mesmo tempo afasta os outros dessa realidade também...
Não falo aqui do eumeamismo no sentido de amor próprio... não... esse não me incomoda, tão pouco preocupa... aliás, ao contrário, as raras vezes em que o encontro me sinto aliviada por saber que ele (o amor próprio) ainda existe... Me refiro ao eumeamismo que tem à ver com as relações interpessoais...
Não é complicado de entender se você se permitir (cabendo lembrar que "se permitir" é algo que a humanidade vem desaprendendo... ou talvez nunca tenha sabido)...
O amor próprio é bom... faz bem... é aquele que tem à ver com você ir ao dentista duas vezes por ano conferir se boca está saudável, e tratar, caso não esteja... tem à ver com exames preventivos, tratamento de doenças, ginástica laboral antes da "lida"... tem à ver com comprar um chinelo novo quando o seu arrebenta, com tomar banho todos os dias, escovar os cabelos, evitar cigarro, bebida alcoolica, drogas ilícitas...e mais... muito mais... tem à ver com o passeio matinal de bicicleta que te dá disposição... com fazer sexo daquele jeito que faz você ficar calminha(o) como um bebê recém amamentado... tem à ver com uma noite de sono bem dormida, com tomar água filtrada, com escovar os dentes, com escolher a roupa que vai vestir hoje, com ler um bom livro, ver um bom filme, ouvir boa música...
não é esse eumeamismo que na minha opinião vai adoentar a raça humana... trata-se de um eumeamismo triste e à mim quase inaceitável... que pode até incluir algumas das ações acima citadas, mas não motivadas pelo amor próprio em si, mas pela necessidade quase obcecada que as pessoas tem de se mostrar para o outro e de ser por esse outro aclamada, aceita, adorada e creio que não é exagero usar também o termo idolatrada... e não confunda bunda com raimunda... não estou dizendo que o fato de as pessoas nos admirar, amar, respeitar, aceitar e afins não é prazeroso e bom... estou dizendo que a maioria da humanidade hoje, vive em função de fazer (e principalmente ter) coisas pra que isso aconteça...
E é nessa onda que o eumeamismo foge completamente da idéia de amor próprio... porque quando você se ama, você compra um sapato novo de acordo com o que o seu bolso pode consumir e faz isso porque ao calçar o sapato, você se sentiu bem... bonita, confortável, etc... mas quando você precisa desesperadamente que o resto do mundo te ame e te aceite, você é capaz de comprar um sapato que custa três vezes mais do que o seu ordenado, porque ele é tão lindo, tão "de marca" e tão tendência, que mesmo esmagando seu dedinho como se ele fosse a última sardinha a ser enlatada, você sabe que vai fazer um monte de gente te elogiar, te invejar, te admirar, te incluir...
Quando por amor próprio você escolhe fazer um mestrado, escolhe porque isso vai te fazer bem... porque você tem hipóteses, precisa de respostas e pode contribuir cientificamente se esses questionamentos forem sanados... quando por eumeamismo, você escolhe fazer um mestrado porque isso é uma chave pra entrar naquela faculdade pública tão almejada pelos acadêmicos e consequentemente, porque esse mestrado é um degrau pra você em relação a algumas pessoas... e aumentam assim as aclamações, as invejas, as admirações e você se afunda nesse seu eumeamismo e simples e tristemente, nada mais importa...
Quando por amor próprio... você decide emagrecer porque se sente pesada, porque está exposta à doenças cardíacas, porque suas tão adoradas roupas não te servem mais, porque as articulações dóem e porque subir um pequeno vão de escadas é similar à escalar o everest pra você... mas quando por eumeamismo você decide emagrecer porque a Fulana emagreceu e você não pode ficar mais gorda que a Fulana... imagina... a Fulana passará a ser mais adorada, aclamada, invejada e amada do que você e isso lhe é inadmissível... você decide, no eumeamismo, emagrecer, pra se exibir, se mostrar e não porque faz bem pra sua saúde e beleza (aliás, fazer bem pra sua saúde e beleza é consequência e não causa do seu processo de emagrecimento tão sofrido)...
Quando por amor próprio você decide se casar, é porque o seu relacionamento lhe faz bem... porque você percebe que a sua vida pode ser dividida, compartilhada, testemunhada... e que também é capaz de testemunhar a vida de alguém... mas quando por eumeamismo... você decide se casar porque ainda há um estereótipo (ridículo) em torno das pessoas solteiras... elas são as "titias", as encalhadas, as mal-amadas e imagina se você (mesmo amando sua vida de solteira) vai querer ser vista como tal?!...
Quando por amor próprio, você escolhe ser médico porque vai lhe fazer bem trabalhar numa área onde você possa melhorar as condições de saúde das pessoas... mas quando por eumeamismo, você faz medicina por uma questão de status... porque é enquanto médico que sua família e amigos vão te aceitar e não como especialista em design de interiores que é o que você realmente gostaria de ser...
E nessa onda de eumeamismo você não consegue nem comprar uma roupa sozinha... porque não tem graça, né? você precisa levar alguém (inclusive pra dentro da cabine onde vai experimentar as roupas) pra deslumbrar o seu poder de consumo, admirar o seu bom gosto, invejar o seu corpão violão e por aí vai...
Você não é mais capaz de sentar sozinha no seu restaurante favorito, porque estar sozinha num lugar social pode indicar fracasso, derrota, e até mesmo o tal lance de estar encalhada...
Você não se permite mais gostar de ouvir lambada, porque as pessoas tiram sarro desse rítmo e imagina se você vai querer ser alvo de críticas e chacota das pessoas que compõem o mesmo grupo social que você... de forma alguma!
Aliás, no eumeamismo você não tem gostos ou preferências... você "gosta" do que vai fazer você ser aceita...
No eumeamismo você age de forma a provocar a aceitação do outro, o amor do outro por você, a sua aceitação social, não se preocupando em nenhum momento se essas suas ações fazem você se sentir realmente bem, se condizem com seus valores, com seus desejos, com suas reais necessidades (biológicas e emocionais)... há um grito interno que vai do seu eu para o mundo e soa (internamente, apenas) quase desesperado... "ME AMEM, ME ACEITEM, SOU MAGRA, USO DIOR, TENHO DOUTORADO, ME ADMIREM, ME INVEJEM"... (tá, ok! às vezes o grito sai mesmo, do fundo da garganta, chegando a ecoar)...
E aí eu penso... inevitavelmente... que é uma covardia tão grande que as pessoas hoje não se permitam ser conhecidas como realmente são por serem incapazes de suportar a rejeição, a não aceitação, a crítica (ou- e isso é mais grave ainda - um verdadeiro amor)... e pior do que isso... que é uma auto-covardia tremenda inibir, repreender e alterar o próprio existir em função de uma sociedade excludente, determinista, exigente, assassina e deturpadora... que enxerga você a partir do que você tem e da posição que ocupa, ao invés de sentir você pelo que você é, com todas as qualidades, celulites, breguices, limitações, medos, anseios, propostas, transtornos, loucuras e chatices que você tem...
Dói mais aqui no pé do meu estômago o fato de a gente se permitir esse tipo de ivansão... o eumeamismo não é culpa da sociedade, porque esse é o papel dela... a culpa é sua, minha, nossa... o eumeamismo tomou conta do que um dia foi um ser humano... e sabe-se lá quando isso começou... sabe-se lá quando você permitiu que isso tomasse conta de você...
Quem realmente é você?... Qual é, de verdade, a sua cor favorita? Do que você verdadeiramente gosta? Que perfume você exala, além daquele Chanel nº5? Que sabor você tem? O que te deixa puto de verdade? Quantas vezes você enlouqueceu? Por quais motivos você já chorou na vida? Se a verdadeira respostas pra essa perguntas ocasionarem em não aceitação social... em não ser amada pelo outro, em não ser invejada, admirada, aclamada... porque isso importa tanto?